Raphael Jay Adjani a.k.a. ajaykumar, de nacionalidade Inglesa e residente em Londres, é um artista transdisciplinar, curador, director do Ajaykumar Studio, co-director do shapes design studio e director do 8 technology - projecto de investigação do Goldsmiths College/ University of London, onde é também académico desde 2000.
Os seus interesses de investigação prendem-se com a pesquisa de relações particulares entre arte, ciência, tecnologia e filosofia. Ajaykumar interessa-se pela criação de novas epistemologias na prática artística ontológica, interrogando-se sobre ideias contemporâneas de ´ser não-antropocêntrico` e de 'the being of a space'. Examina ainda ideias da ciência contemporânea que têm gerado reconsiderações de tais noções.
Outros conceitos que explora no seu trabalho:
. A ideia de vazio (emptiness);
. Como podemos pensar sobre ´ser`, nomeadamente, de ser-relacional referente a uma ecologia profunda;
. Conceitos artísticos, onde o acto criativo é menos focado no ´objecto` que é criado e mais sobre a natureza da nossa experiência com esse objecto, a natureza das nossas relações uns com os outros e com o mundo que nos rodeia;
. Dinâmicas que ocorrem em processos interactivos e imersivos;
. O que pode ser chamado de escultura do espaço e do tempo;
. O conceito de 'zero'.
Na sua prática artística Ajaykumar investiga como interagimos socialmente e com o mundo que nos rodeia, a relação com o espectador, o lúdico, o performativo e os processos pedagógicos. Enfatiza a ´arte do espectador` e combina várias disciplinas de uma forma particular e transdisciplinar: internet art, vídeo, instalação (c/ meios combinados), filme, site-specific, terra e arte ambiental, performance/ live art, design, arquitectura, som, dança, teatro, escrita criativa.
O seu trabalho tem sido premiado e apresentado internacionalmente, compreendendo mais de trinta projectos de pesquisa prática concluídos, vários artigos publicados em revistas/ publicações (ex: Leonardo – the International Society for Arts Science and Technology) e um livro prospectivo. É conferencista convidado internacionalmente, mentor no Trans-Art Institute (New York) e membro: do TrAIN – Research Centre in Transnational Art, Identity and Nation, da University of the Arts (Londres), da Royal Society of Arts (FRSA) e da Royal Asiatic Society (FRAS).
Os seus estudos académicos, actualmente ao nível de pós-doutoramento, estendem-se pelas áreas das belas-artes, filme, performance e foram realizados no Chelsea College of Art and Design e London College of Communication, University of the Arts London; no Institute of Education, University of London; no Royal College of Art; e Ecole Etienne Decroux, Paris.
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www.ajaykumar.com/
www.gold.ac.uk/drama/staff/ajaykumar/
www.shapes-design.com/
http://turbulence.org/Works/iPak/
Os interesses individuais de Ajaykumar encontram paralelo no trabalho que desenvolve no grupo 8 technology.
8 technology é um espaço aberto de investigação, aprendizagem e exposição que reúne idéias particulares de ciência, tecnologia digital, filosofia (oriental e ocidental), arquitectura, estéticas do Japão e arte para facilitar obras sublimes que lancem luz sobre a nossa ecologia e ser contemporâneos.
São exploradas idéias e conceitos de ´ser não-antropocêntrico`, vazio (emptiness), vácuo (void), intervalo, espaço-tempo, pausa, escuridão, sombra, inter-acção, imersão, arte do espectador, o número zero (0) e oito (8), akasha (em sânscrito: o espaço), MA (em japonês: o espaço-tempo, o vazio, pausa, intervalo), MU (em japonês: vazio, vácuo), shunyata (em sânscrito: vazio, vácuo), rasa (em sânscrito: humor, sabor, sentimento) e uma concepção particular de Yu-gen.
O conceito budista de vazio (emptiness), que em sânscrito é a mesma palavra que zero, é baseado na idéia de que todos os fenómenos existem apenas em relação uns aos outros. A palavra japonesa para ser humano,´ningen`, concebe o ser humano sempre em relação com o seu ambiente. A palavra japonesa para sociedade, ´seken`, concebe um mundo-em-relação. Tais idéias levam-nos ao que podemos chamar de ecologia ´profunda`, onde o ser humano não está no centro do mundo mas é apenas uma parte da enorme teia da vida com a qual ele/a está em constante inter-acção e estreita conexão com todos os fenômenos.
A investigação do 8 technology resulta em: exposições, filmes, instalações, site/ space-specific, live performances, performance no campo da arquitectura/ ecologia/ medicina e outras ciências, experiências, arte do convívio, internet, palestras, seminários, etc.
As obras 8 technology são realizadas em galerias, teatros, paisagens e sítios arqueológicos e têm vindo a ser apresentadas na Europa, Japão, India, Tailândia, Nova Zelândia, os EUA e o meio global da Internet.
Exemplos de trabalhos seleccionados:
red cube series 01 playgound (instalação interactiva e imersiva, 2010-11)
loss (live performance, 2010-11)
i_magine (multiple media performance, 2010-11)
relationship-place naka-ma (filme e instalação, 2010)
zero = every day? (filme, 2010)
towards a poor technology/8technology.net (internet, 2010)
zero – the confluence of art and technology (livro, 2008-…)
ver em: www.8technology.net/8/projects/projects.html
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www.8technology.net
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